O carvão

O pequeno garoto entra em casa, batendo forte os pés no chão.
 e antes que o pai lhe fale alguma coisa, fala irritado:
“Pai estou com muita raiva .
 O Paulinho não deveria ter feito o que fez comigo.
Desejo tudo de ruim para ele.”
O pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, o escuta calmamente .Porém o garoto, não para de reclamar.
“O Paulinho me humilhou na frente dos meus amigos; eu gostaria que ele ficasse doente e nunca mais fosse à escola.”
O pai escuta tudo enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão.
Levou o saco até o fundo do quintal e pediu ao menino que o acompanhasse.
Calado, o filho observava curioso, cada movimento do pai.
Zezinho vê se o saco está aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer alguma pergunta, o pai lhe propõe algo:
“Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está no varal secando é seu amiguinho,
 e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele.
 Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço.
Depois eu volto, para ver como ficou.”
O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos a obra.
 O varal com a camisa não estava muito perto e o jovenzinho tinha que se esmerar muito para conseguir atingir a camisa.
Poucos pedaços de carvão acertaram o alvo.
Uma hora se passou e garoto terminou a tarefa .
O pai que espiava tudo de longe, se aproxima e  pergunta:
Como você está sentindo-se agora meu filho?
“Estou cansado mas estou alegre, porque acertei bastante pedaços de carvão na camisa e aliviei-me bastante da raiva papai.Obrigado!
O pai olha para o menino e  lhe fala:
”Venha comigo  que eu quero mostrar a você uma cena muito especial.”
Ele, curioso acompanha o pai, que  e lhe mostra seu reflexo em um grande espelho.
Que susto!!! Só conseguia ver os olhos e seus dentinhos!
“Filho, se compararmos como você ficou, a camisa quase não se sujou,
 mas olhe-se bem!
Na vida ,o mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu.
 Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos,
 os resíduos e a fuligem, ficam em nós mesmos.
Ter raiva, ter inveja, ódio ou rancor, não nos levam a lugar algum.
 São sentimentos que apenas nos enfraquecem,geram doenças e impedem de aproveitarmos as coisas boas que acontecem ao nosso redor.
 Portanto, vamos esquecer as mágoas e tomar um delicioso banho!”
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